 |
Refavela
Essa é para a Carol:
| |
AIaiá, kiriê Kiriê, iaiá A refavela Revela aquela Que desce o morro e vem transar O ambiente Efervescente De uma cidade a cintilar A refavela Revela o salto Que o preto pobre tenta dar Quando se arranca Do seu barraco Prum bloco do BNH A refavela, a refavela, ó Como é tão bela, como é tão bela, ó
A refavela Revela a escola De samba paradoxal Brasileirinho Pelo sotaque Mas de língua internacional A refavela Revela o passo Com que caminha a geração Do black jovem Do black-Rio Da nova dança no salão Iaiá, kiriê Kiriê, iaiá A refavela Revela o choque Entre a favela-inferno e o céu Baby-blue-rock Sobre a cabeça De um povo-chocolate-e-mel A refavela Revela o sonho De minha alma, meu coração De minha gente Minha semente Preta Maria, Zé, João A refavela, a refavela, ó Como é tão bela, como é tão bela, ó A refavela Alegoria Elegia, alegria e dor Rico brinquedo De samba-enredo Sobre medo, segredo e amor A refavela Batuque puro De samba duro de marfim Marfim da costa De uma Nigéria Miséria, roupa de cetim
Iaiá, kiriê Kiriê, iáiá. |
Escrito por Copatster às 16h42
[]
[envie esta mensagem]
Uaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhh .... (Marcelo Acorda de seu longo período de hibernação).
hmmmm... seria clichê iniciar esse post com um "faz tempo que não escrevo aqui...". Dizer que eu estou com dor de cabeça também seria ... Bom... não tem muita novidade. Eu continuo devendo o meu interceptador, continuo devendo no cartão e o meu digníssimo continua enrolando suas dívidas e me deixando irritado. Depois ele fica surpreso com o fato de eu entrar em depressão e tal...
"Bem vindo à convivência com o Marcelo... é só brigar por dinheiro". Eu gostaria de comentar essa colocação. Eu não acredito que conviver comigo seja somente brigar por dinheiro... se for, é melhor eu não conviver com mais ninguém, porque conviver comigo é muito pequeno... Ouvi essa frase hoje, após tentar esclarecer algumas questões financeiras com meu respectivo... ele relembra que um dia pagou uma bala e acha que isso paga tudo o que ele comprou no cartão de crédito em toda a sua vida. pfff... ele precisa comer muita farinha para poder falar que pagou contas... Mas eu não queria que esse fosse o foco desse post.
Na verdade, eu queria falar de amenidades ... (acabo de sofrer uma interrupção porque Carolina ficou embasbacada ao ver que estou prestes a blogar).
Amenidades... adoro essa palavra... recentemente descobri um sinônimo para essa palavra que me dá mais prazer que a própria palavra amenidades. É aquela coisa da novidade, sabem ? A febre da novidade de uma palavra... certamente esse sinônimo entrou para o hall das minhas palavras favoritas ... o sinônimo é "Trivialidades"... bonita palavra... não é tão suave como "Amenidades" nem tão depreciativa o quanto o outro sinônimo, "frivolidades". Palavra interessante... Acho que vou escrever um texto com algumas palavras favoritas... vou começar o texto e vamos ver o que sai:
Certamente que ele queria entrar . Queria mesmo era cumprir com sua pequena agenda de frivolidades. O problema era a grande hecatombe financeira que se seguia a tais trivialidades consumistas. Sim, porque nenhuma delas era efetivamente necessária... todas eram plenamente dispensáveis. Ele preferia pensar que o dispensável era um conceito dos outros, quando sabia que essa era apenas uma forma de se esquivar de qualquer culpa. A culpa era póstuma, a compra acontecia e só depois a culpa aparecia, mas não era revelada. JAMAIS !!! Em HIPÓTESE ALGUMA !! A culpa era segredo seu. Mas pensar para que ?? Entrou.
Cumpridas as amenidades consumistas, vinham as culturais... e delas saiam visitas aos mais diversos ambientes de pedância que se pode imaginar... desde um simples café a uma ida a um museu qualquer. E assim seguem-se momentos de gozo para a pessoa que aprecia trivialidades...
Até o momento da amenidade literária ! Esse é o momento de ser ameno na busca da literatura. A amenidade literária era algo que unia suas formas puras de amenidades em apenas uma, eficiente e satisfatória. Nesta amenidade, era possível sanar a necessidade cultural e a necessidade consumista da coisa... e poderia ser praticada na livraria ou sebo mais próximo. Acabou por tornar-se a mais comum, pois ele poderia praticá-la em doses homeopáticas ao longo de todo o mês, sem ter que dispor de um longo período (o que acontecia com teatro, cinema e outros atos antropofágicos) e sem ter que abrir mão de quantias exorbitantes (como acontecia ao adquirir peças de etiqueta nas lojas do Iguatemi).
A amenidade literária acabaria por preencher por completo a agenda, tornando as outras esporádicas. E assim seguiria a vida ... até que o dinheiro, ou os livros, se acabassem.
Escrito por Copatster às 16h34
[]
[envie esta mensagem]
|
 |
 |