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Descritivo...

Carol é uma pessoa que sempre elogia as minhas descrições ... diz que eu entro em detalhes e tudo acaba ficando muito, mas muito mesmo, claro... assim, vou fazer esse post especialmente para que ela leia descrições.

Ontem, adentrei a casa. Inicialmente toquei a maçaneta, já escura pelo efeito da oxidação... pelo efeito do tempo... Girei lentamente aquele objeto redonto cheio de adornos manchados e empurrei com a calma de um dia ameno a pesada e decorada madeira da porta. Tal decoração era algo pesado... denso... a madeira escura dava ainda mais densidade a aquele excesso carnavalesco de entalhes em diferentes formas naquela superfície que, um dia, já foi plana.

Ao adentrar o recinto, pisei o frio e novo chão... frio em todos os aspectos, pois a cor branca resaltava ainda mais o gelar da superfície disposta em quadrados na diagonal. Recoberto de pequenos farelos amarelos de pão, o ladrilho ainda tentava mostrar seu brilho natural num esforço enorme contra toda a falta de higiene que vinha da figura residente naquela casa.

A estranha figura veio em minha direção, espalhando ainda mais os farelos, como um mestre que retira seus súditos do lugar dizendo: "Eu os criei... SAIAM !". A figura aperta a minha mão e me pergunta sobre o vil metal, falando de todas as suas necessidades... Olho para as paredes brancas para tentar não sentir nauseas, pois são elas que ainda resistem à desagradável sugeira do chão.

Deixo a figura falando, e pensando que realmente presto atenção no que diz, enquanto me dirijo à cozinha, com seu tabuleiro de Xadrez também repleto de migalhas. Abro o branco refrigerador, e vejo todo aquele negro líquido espalhado em seu interior e já invadindo os pequenos veios do plástico.

Numa desesperada tentativa de me manter dentro daquele recinto, agarro o primeiro tecido que vejo na minha frente e começo a limpar o negro líquido do interior do eletrodoméstico. Tudo já estava tomado e o pano não parecia suficiente para coibir a ação porca do líquido derramado pelo rei dos farelos, enquanto o rei negava ser também o rei do negro líquido.

Consegui vencer o líquido com a ajuda de outro líquido e meu fiel trapo... recoloquei as partes no lugar e transferi para a porta o recipiente do negro líquido destruidor de paredes estomacais.

Cansado de fitar tantos farelos e ouvir a arranhada voz de seu mestre, peguei meus objetos e saí pela excessiva porta, enquanto um vento de limpeza me atingia na saída...

Essa descrição seria dada pela Carol da seguinte forma: Meu, eu entrei e tinha sugeira no chão e coca cola derramada na geladeira !



Escrito por Copatster às 12h30
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Enquanto isso...

Vejam... eu não sou uma pessoa de muitos momentos de plenitude ... Sabem aqueles momentos em que você está apenas pensando em você e em mais ninguém ? Então ... eu não tenho muitos desses momentos de paz ... sem pensar em mais nada que não seja na minha vida ... eles acontecem, normalmente, quando meu celular está sem bateria e estou dentro do ônibus, pois só assim para ninguém me interromper. Raramente eu páro para ouvir música, por exemplo. Eu não consigo curtir um CD inteiro em paz... sempre tem alguém para conversar comigo... para me interromper ... para me pedir para consertar o computador ... Enfim... sempre uma pessoa ou acontecimento que me impede de chegar à plenitude do momento.

Acabo de ter um momento assim...


Eu estava num momento puro de trabalho e introspecção. Ouvindo uma música que me passa aquele delicioso momento de saudosismo... Ela se chama "Don´t leave me this way". Sabem quando você até sente o cheiro do lugar ... me lembrei da discofever ... de dançar a noite toda num lugar que tocava só músicas legais e disco music ... aquela sensação de estravazar as coisas e tal... Eu sentia isso. E estava sentindo ao ouvir essa música ... Uma certa paz e um pensamento focado unica e exclusivamente na minha vida e de mais ninguém.

Estava prestes a atingir a plenitude do momento

Aquele perto do fim da música

Ao ponto de chorar de emoção e saudades... de querer e querer incansavelmente que aquele momento aconteça de novo... de se imaginar voltando até lá enquanto essa música toca ... abrir os braços no meio da pista e olhar para cima, enquanto um refletor ilumina o rosto com uma luz azulada... e então a lágrima escorreria ... e fluiria ... até o pescoço... ajudando a mulhar a camiseta já suada de tanta euforia...

E... quando a lágrima estava vindo... Meu telefone toca...

Quem é ?

Quem é ?

É meu funcionário David ... dizendo algo como "Marcelo, Marcelo Diário da Princesa não é Suspense né Marcelo?"... Me fazendo pensar em outras coisas que não eu mesmo e encerrando meu pequeno momento de egoísmo benéfico...

Fica a saudade da música ...

Houston Thelma - Don't Leave Me This Way

Don't leave me this way
I can't survive, I can't stay alive
Without you love, oh baby
Don't leave me this way
I can't exist, I will surely miss
Your tender kiss
So don't leave me this way

Oh baby, my heart is full of love and desire for you
So come on down and do what you've got to do
You started this fire down in my soul
Now can't you see it's burning, out of control
So come down and stisfy the need in me
Cos only your good loving can set me free

Don't leave me this way
I don't understand how I'm at your command
So baby please don''t leave me this way

Don't leave me this way
Cos I can't exist
I will surely miss
your tender kiss
So don't leave me this way

Oh baby, my heart is full of love and desire for you...

Don't leave me this way
I can't survive, I can't stay alive
Without you love, oh baby
Don't leave me this way
I can't exist, I will surely miss
Your tender kiss
So don't leave me this way

Oh baby, my heart is full of love and desire for you...


Escrito por Copatster às 20h16
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