A arte de encher lingüiça
A Arte de encher lingüiça
Ainda no final de semana, eu e Vi conversávamos no café de boiçucanga, sobre como pessoas que desenvolvem imensas teses de mestrado, enchem lingüiça e sobre o fato das mesmas teses serem, na verdade, a teoria dos outros e não dos próprios escritores.
Tudo deve ser embasado na teoria de outra pessoa. Assim, enchem bem a tese. Não é raro lermos uma tese na qual o autor cita toda uma teoria de um velho que dá aula numa faculdade européia apenas com o intuito de concordar ou não. Depois cita toda a obra de um autor da puta que pariu para explicar porque concorda ou discorda.
Durante seu texto, a pessoa usa várias frases de efeito para parecer inteligente:
- O ser humano enquanto pessoa... - Pois o homem, enquanto ser... - ...Assim concluímos que esta é uma obra escrita pelo escritor enquanto si mesmo. - Este é um texto de Kant por Kant... - ... nos ensina o ensinar...
Para mim, esse tipo de composição soa como se a pessoa estivesse escrevendo "O ser humano enquanto". Daí para e fala : "E agora... já sei... vou por uma coisa que vai dar um Tcham!" e escreve "Pessoa". pronto... A frase de efeito...pfff... ridículo.
Assim, temos várias teses de mestrado que não têm a menor originalidade nem liberdade, pois reescrevem a teoria de outra pessoa. Não há autonomia.
Escrito por Copatster às 22h20
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Novos usos para garrafas
Meu feriadão foi bem interessante... fui a Boiçucanga, na casa do meu cunhado. Tinha praia, sol, comidas gostosas, pequenos Shoppings praianos com bouleverd e fontes com aguinhas caindo... Café gostoso nesses mesmos shoppings... tudo ótimo... só faltou uma coisa ... mas não vou falar aqui.
Eu tenho uma coisa esquisita... normalmente, quando viajo, curto muito o momento da estrada. Adoro estrada. A gente vai ouvindo música, vendo a paisagem, bebendo água... pára num posto... compra aquelas coisas bobas (biscoito de polvilho, goiabinha, marionetes), dirige, olha para placas, conversa sobre a estrutura do ensino no país ou sobre a disposição geográfica da serra do mar e o que fez com que ela fosse preservada, levanta importantes questões literárias, faz xixi na garrafa enquanto dirige na Mogi-Bertioga, conta quantas Kombis já quebraram... enfim... fazemos de tudo. A única coisa que eu não entendo é por que sempre tem marionetes ou aqueles bastõezinhos com uma bolinha amarrada (brinquedo) nos postos de gasolina de beira de estrada ? É tão desnecessário... aliás, o que tem de coisas desnecessárias em postos de beira de estrada... não é brincadeira ...
De tudo, o melhor foi fazer xixi... deu um alívio. E foi uma prova de concentração. Mijar dirigindo é muito complicado. Temos que abrir a boca da garrafa, colocar o mocinho lá, dar uma levantadinha e observar o carro da frente, mantendo a aceleração e o pé próximo ao freio. Daí fazer uma força nos músculos da bixiga para que a urina saia. Temos que manter a força, sem esmorecer ... não é fácil. Eu consegui mijar meio litro no trânsito da estrada, em trecho de serra e com outras duas pessoas no carro. Yey !!
Escrito por Copatster às 16h32
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